Maria do Carmo da Santíssima Trindade – M. Carminha

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Biografia Sumária da Serva de Deus Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, O.C.D.
(1898-1966)

A Serva de Deus Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade nasceu em Itu (SP), em 25 de novembro de 1898, festa de Santa Catarina de Alexandria. Ela foi batizada com o nome de Carmem Catarina Bueno. Seus pais eram Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno (que devido a sua pouca idade ao dar à luz a Carmem, 15 anos, ficou com a saúde abalada). Sua avó paterna, D. Maria Justina Camargo Bueno, conhecida como “Nhá Cota” pediu para cuidar, em Campinas, do bebê recém-nascido. Carminha ficaria sempre em sua companhia. Em Campinas, teve por amigo de infância, o futuro Bispo de Taubaté (SP), Dom Francisco Borja do Amaral. Vez por outra Carminha acompanhava Nhá Cota, já viúva, para visitar os pais e irmãos. Em outras ocasiões a família de Itu é que ia passear em Campinas (SP). Em 1916 elas moraram por um tempo na Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.
No ano seguinte elas vão morar em São Paulo, onde a Serva de Deus passou a estudar no Colégio Nossa Senhora de Sion. A sua estadia no colégio foi muito feliz. Ela admirava suas professoras Madre Gaetana e Madre Amedée. Em 23 de setembro de 1917, ao se tornar Filha de Maria, ela sentiu o chamado do Senhor para consagrar-se a ele. Ela respondeu sim e decidiu dedicar toda sua vida ao Senhor e à Virgem Maria.
Desde jovem era muito forte nela o amor por Jesus, pela Igreja e sua piedade se tornava sempre mais profunda. O seu grande amor era a Cruz de Cristo, o seu lema era ser humilhada como ele. Ela dedicava muito tempo à sua formação intelectual. Falava e escrevia em francês, escreveu pequenas obras literárias e aprendeu a arte da pintura. Depois de ter lido o livro “História de uma Alma”, de Santa Teresinha de Lisieux, decidiu ser carmelita. Ela escolheu como seu diretor espiritual Dom Francisco de Campos Barreto, que a levou a viver cada vez mais uma vida de amor de Deus e cheia de virtudes.
Em 21 de abril de 1926, aos 27 anos, ela entrou no Carmelo São José, no Rio de Janeiro e em 24 de outubro de 1926 recebeu o Santo Hábito e o nome religioso de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade. Para buscar viver perfeitamente a humildade como meio de santificação, seguindo a orientação do seu diretor espiritual, fez o voto de mansidão. Depois dos primeiros anos no mosteiro ela exerceu o ofício de mestra de noviças, sub-priora e finalmente de priora. Como religiosa sempre demonstrou uma delicadeza e humildade especiais. Era a primeira a fazer os trabalhos mais humildes, a dar o exemplo de paciência e caridade para todas as monjas.
Em 1949 voltou a ser mestra de noviças. Foi nessa época que começaram os seus graves problemas de saúde. Em 1952 voltou a dirigir o Carmelo e seria ali que nasceria a ideia de fundar um novo mosteiro, o Carmelo da Santa Face e Pio XII, que foi erigido na Diocese de Taubaté, cujo Bispo era Dom Francisco Borja do Amaral. Com sua permissão, em 24 de agosto de 1953 partiram, entre lágrimas, as seis primeiras irmãs, dirigidas por Madre Carminha e a cofundadora, Madre Antonieta Maria. Os católicos de Taubaté começaram a amar as monjas desde cedo. A Serva de Deus era considerada por todos uma santa e muitas pessoas pediam para serem acompanhadas espiritualmente por ela.
Em 12 de setembro de 1961 Madre Maria do Carmo passou o governo da casa à Madre Antonieta Maria, ficando com a direção das obras e a formação do noviciado. Os seus problemas de saúde começavam a se agravar seriamente. Em 7 de julho de 1966 ela sofreu um derrame cerebral e entrou em coma profundo. Após uma semana de sofrimento, em 13 de julho, entregou santamente sua alma a Deus.
Já em vida a Serva de Deus gozava de uma grande fama de santidade, mas esta se tornou ainda maior após sua morte. Muitíssimos fiéis visitavam continuamente o seu túmulo, pedindo sua intercessão junto a Deus. Em vista da supressão do Carmelo de Tremembé e de sua transferência para Mairinque, São Paulo, no sexto aniversário da morte da Serva de Deus, foi feita a exumação dos seus restos mortais e nessa ocasião o seu corpo foi encontrado intacto, inclusive suas vestes e as flores secas e, nem mesmo mau odor exalou de sua sepultura.
Sua missão, seu ensinamento e seu legado são: adorar a Sagrada Face de Cristo e reparar os ultrajes cometidos contra ela. Também fortalecer no coração dos fiéis o sensus Ecclesiae e a imolação constante pelo Pontífice reinante, mediante a oração quotidiana da Via Crucis e de uma vida de entrega total a Deus, na simplicidade, humildade e caridade, para atingir o seu ápice na união dos fiéis, como ela amava dizer: Congregavit nos in unum Christi amor!

Biografias:

Madre Tereza Maria de São João da Cruz, Carminha de Tremembé em Fotos e Poesias, 1996
Madre Tereza Maria de São João da Cruz, Pensamentos, 2005
Madre Tereza Maria de São João da Cruz, O Carmelo Canta, 2010
Pe. Afonso de Santa Cruz, A Carminha de Tremembé, 2010

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