Francisca de Paula de Jesús, llamada “Nhá Chica”

Francisca de Paula De Jesus-Nha Chica


Biografia Sumária da Venerável Francisca de Paula de Jesus, chamada “Nhá Chica”
(1810-1895)

A venerável Francisca de Paula de Jesus, mais conhecida como Nhá Chica, nasceu em 1808 em São João del Rey, no estado de Minas Gerais, Brasil. Ela recebeu o mesmo nome de são Francisco de Paula, o santo taumaturgo fundador da Ordem dos Mínimos, muito venerado pelos escravos da Brasil colonial, especialmente em Minas Gerais. Ela não tinha sobrenome porque era filha natural de Izabel Maria, uma escrava, e de pai desconhecido, provavelmente o proprietário da fazenda.

Ela aprendeu de sua mãe as orações e as devoções, mas, sendo mulher e escrava, não pode estudar. Quando adulta não sentiu jamais a necessidade de aprender a ler, porém, como confessou ao Dr. Henrique Monat, quase no fim da sua vida: “Desejei somente escutar a leitura das Sagradas Escrituras; alguém me fez esse favor e eu fiquei satisfeita”.

Francisca de Paula, em 1821, uma vez recebida a alforria, transferiu-se com a mãe e Teotônio Pereira do Amaral, irmão por parte de mãe, a Baependi, uma cidade em pleno desenvolvimento, onde, poucos meses depois, ficou órfã.

Quando sua mãe estava prestes a morrer recomendou a ela de levar uma vida retirada, para melhor praticar a caridade e conservar a fé cristã. Assim, mesmo tendo recebido muitas propostas de matrimônio rejeitou-as, julgando ter uma missão a cumprir. Todavia não se mostrou contrariada com os pretendentes, antes, se dizia grata pelas boas intenções demonstradas para com ela.

Querendo seguir o conselho da mãe continuou a viver sozinha em uma casinha sobre uma colina quase fora de Baependi para dedicar-se à oração e aos cuidados dos pobres. Ela renunciou a ir viver junto com o irmão, que se tornara tenente da Guarda Nacional, e logo conselheiro municipal, dedicado ao comércio.

Francisca de Paula, portanto, escolheu desde jovem uma vida de pobreza: viver em oração, pobre entre os pobres. O seu zelo pelas coisas do Senhor levou-a a organizar encontros de oração diários e semanais para a gente dos bairros vizinhos, a oferecer um almoço semanal para os pobres, a dar esmolas para os necessitados. Assim, logo se tornou a humilde “mãe dos pobres”, como era chamada, pronta para acolher quem se aproximava dela para pedir orações, conselhos, consolação e conforto.

Somente a fé a levou a renunciar a uma vida rica e sem problemas pelo bem dos irmãos. Tornou-se uma verdadeira lâmpada colocada num candelabro. De fato, mesmo sendo uma ex-escrava e descendente de escravos, atraiu a si pessoas de todas as raças e tendências políticas, sinal que viam nela a mulher de Deus, cheia de fé e caridade.

A sua casa, por longos setenta e cinco anos, foi um lugar frequentado por pessoas simples e conselheiros imperiais, jovens e profissionais de destaque, pobres e ricos, provenientes não só de Minas Gerais, mas também do vizinho estado de São Paulo e sobretudo da capital de então, Rio de Janeiro. Muitos cidadãos que iam visitar a estância hidromineral de Caxambu, aproveitavam para visitá-la, primeiro levados pela curiosidade, e em seguida para pedir orações e conselhos. E ela tinha sempre uma resposta para todos, sem considerar-se uma profetisa, mas, como disse, “Eu respeito o que me disse Nossa Senhora e nada mais”.

Ela chamava a Santíssima Virgem de “Minha Sinhá” (Minha Senhora) e confessava candidamente: “Eu rezo e Nossa Senhora me ouve, me responde”, ou então “É o Espírito Santo que me inspira”. Foi justamente neste contexto que Nossa Senhora pediu-lhe a construção de uma capela em sua honra.

O irmão, falecido em 1862, designou-a sua herdeira universal. Com a vultosa herança ela pode incrementar as atividades caritativas e sociais, cuidando também da construção da capela, dedicada à Imaculada Conceição de Maria. Grande foi a sua capacidade de envolver nesta empresa todas as pessoas conhecia.

Em 8 de julho de 1888 sentiu a exigência de despojar-se de tudo aquilo que possuía na qualidade de herdeira, ditando um testamento no qual deixava seus bens para a sua paróquia. Ela deu indicações precisas sobre tudo aquilo que deveria ser vendido e dado aos pobres, e até mesmo como deveria ser o seu funeral e quantas missas deveriam ser celebradas em sufrágio da sua alma e dos seus parentes. O seu hábito de “nobreza” deveria ser dado para uma jovem pobre para o seu casamento.

Aquela que para todos era e é Nhá Chica morreu em 14 de junho de 1895. O seu corpo foi exposto por quatro dias, sem que se desse o menor sinal de decomposição; isso permitiu a numerosos fiéis, vindos de todas as partes, de saudá-la pela última vez. Exposta para as exéquias na igreja matriz de Baependi, foi em seguida levada nos ombros à capela construída por ela, onde foi sepultada. Em 1999 efetuou-se o reconhecimento canônico e os seus restos mortais foram recolocados no mesmo lugar em um sarcófago de granito.

A espiritualidade da venerável Nhá Chica teve uma conotação profundamente evangélica, porque se baseou unicamente no amor a Deus e ao próximo, manifestado no modo mais simples e natural, porque não teve nenhuma matriz douta ou especulativa.

Biografias:

De Palazzolo, Jacinto, A pérola escondida – Nhá Chica, Rio de Janeiro, 1973.

Lefort, José do Patrocínio, Francisca de Paula de Jesus Isabel – Nhá Chica, Associação Beneficente Nhá Chica, Baependi, 2010.

Pena, Helena Ferreira, Francisca de Paula de Jesus – Nhá Chica – Biografia, O Lutador, Juiz de Fora, 1999.

Positio Super virtutibus, Roma, 2001.

Autor da Causa: Diocese de Campanha

Iter da Causa
Super vita, virtutibus et fama sanctitatis

Fase Diocesana – Diocese de Campanha
-Nulla Osta da Congregação das Causas dos Santos, 17 de janeiro de 1992
-I Pesquisa Diocesana, 1993-1995
-II Pesquisa Supletiva, 1998

Fase Romana
-Decreto de Validade Jurídica, 12 de março de 1999
-Nomeação do Relator Mons. José Luís Gutierrez, 5 de julho de 1999
-Positio Super virtutibus, 2001
-Reunião dos Consultores Históricos, 30 de outubro de 2001
-Congresso dos Consultores Teólogos, 8 de junho de 2010
-Nomeação Ponente, 9 de dezembro de 2010
-Sessão Comum dos Cardeais e Bispos, 11 de janeiro de 2011
-Decreto Super Virtutibus , 14 de janeiro de 2011

Super Miro

Fase Diocesana – Diocese de Campanha
– Pesquisa Diocesana, 1998

Fase Romana
– Decreto de Validade Jurídica, 8 de outubro de 1999
– Reunião dos Consultores Médicos, 13 de outubro de 2011

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